No espaço expositivo, a história e o cotidiano da Praia do Balbino foram apresentados por meio de fotografias produzidas durante o Iº Seminário Sociedade e Natureza – A Comunidade da Praia do Balbino, realizado nos dias 30 e 31 de maio de 2025. As imagens revelam não apenas paisagens, mas sobretudo pessoas, saberes e processos coletivos que expressam a luta da comunidade pelo território e pela preservação de seus modos de vida.
Entre os registros em destaque está a imagem da Mestra Francisca Pires, referência da cultura e dos saberes tradicionais locais, ladeada pelo superintendente do Idace, Dr. João Alfredo, e por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema). A fotografia simboliza o diálogo entre comunidade, poder público e universidade, eixo central das discussões promovidas tanto no seminário quanto na exposição.Outro momento retratado é a imagem do atual presidente da Associação dos Moradores do Povoado de Balbino (AMPB), Guilherme Azevedo, ao lado do ex-presidente Francisco de Assis, compartilhando a fala durante o seminário. O registro evidencia a continuidade da organização comunitária e o protagonismo local na defesa do território e na construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento.
A exposição também apresentou imagens da Lagoa Seca, espaço de grande relevância ambiental e simbólica para a comunidade, além do quintal de Dona Francisca, que traduz, em escala cotidiana, a relação entre terra, produção de alimentos, memória e cuidado com a natureza. Esses registros dialogam diretamente com a proposta curatorial da Exposição Terra, que convida o público a refletir sobre a terra como espaço de vida, cultura e resistência.A Exposição Terra é uma realização do Programa Cientista Chefe Terra, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Idade e Família (NEGIF), com apoio da Funcap, Idace, Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará e do Programa Cientista Chefe. A participação da Praia do Balbino reafirma a importância de dar visibilidade às experiências e aos saberes das comunidades tradicionais nos espaços acadêmicos, fortalecendo a luta por justiça social, diversidade cultural e equilíbrio entre campo e cidade.




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